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Escrito por Francisco Cunha
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A UMA GERAÇÃO DE TRIPÉ
No passado dia 25 de Abril completei 55 de idade.
Naquele dia comemorativo de uma revolução lusitana, que ainda agita alguns espíritos, recordou-se uma vez mais a profunda mudança de rumo das nossas existências, relembrando aos mais novos que a história não é somente mais uma disciplina chata e aborrecida para empinar.
Este foi igualmente um dia de olhar para trás, soltar as memórias, e rever todo um percurso que começou nos anos 70, num despertar para a vida adulta.
No conturbado ano de 1975, enrolado no êxodo de uma geração cultivada na costa oriental de África, vi-me a par de muitos amigos, conterrâneos e colegas, confrontado com um encontro imediato com um novo mundo.
Chegara a altura de desenhar um futuro novo, de reaprender as regras do jogo face a uma nova realidade, e um novo desafio…………. O confronto com o velho continente europeu.
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